segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

"ELE É BONZINHO, TADINHO!"


Por que é que a gente escolhe os nossos amigos como tais?
Você aí, apressadinho, mal leu a pergunta e já tasca logo uma resposta ansiosa que teoricamente seria óbvia: "Ué, por afinidade!"
Isso seria certo se a vida fosse simples, óbvia, e sem mecanismos secretos que a gente esconde de todo mundo. Mas na prática a teoria é muito outra.
Todo mundo lembra fácil aqui de alguém que tem um amigo chato, mas chato de verdade, que ninguém aguenta, com a única exceção daquele nosso amigo que tem o apelido de bom pastor, de madre teresa, ou de qualquer entidade filantrópica que faz o bem indiscriminadamente.
A pergunta é: Por que aguentar essas pessoas?
Até o Betinho, símbolo do bem maior no mundo politicamente correto já assumira, quando lhe perguntaram se ele, o tal, tinha algum tipo de preconceito. Ele pensa, se cala, revê seus conceitos e divulga: - Tenho sim. Tenho preconceito contra o chato!
Tem outra questão aí que se interpõe. Afinal, quem é chato? A gente não vai achar tão facilmente gente com crachás, ou que pertençam ao chatos anônimos tentando se curar só por 24 horas. Mas a problemática que trago aqui é muito maior que a pura e simples classificação. É sobre as escolhas. Sobre o que me leva a eleger alguém como amigo. e mais, por que são abertas tantas exceções? Por que os descontos?
Prá quem é realmente uma mala sem alça é até cômodo. Afinal, ele não precisa se aprimorar em nada. É chato e pronto.
E a outra parte? Por que quer parecer tão boazinha?
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