sábado, 5 de janeiro de 2008

PAGANDO BEM, QUE MAL TEM???


Semana passada foi publicada nos melhores jornais do ramo a "pesquisa científica" que comprova como é inerente às fêmeas a ação de se prostituir. A tal pesquisa foi realizada com macacos dessa vez, "provando" que as mulheres, muito antes de o serem, já eram putas velhas e vendiam seus corpitchos pela bagatela de 8 minutos de cafuné - se a população feminina fosse muito grande.
Minha primeira reação ao ler essa notícia "séria" foi cair no riso. Afinal, deram tanto espaço prá uma coisa dessas ser publicada. Só pode ser gozação.
Mas depois caí na real e vi a gravidade do caso.
Já nos tempos de Freud, o próprio perdia noites de sono querendo descobrir os mecanismos estranhos que regem esse ser de outro mundo que é o sexo oposto - ao dele.
Só que isso faz tanto tempo. E a gente sempre acha que coisas do passado estão láaaaa longe. E que o mundo já evoluiu bastante hoje.
Foi esse o meu choque. Não consegui identificar qual a relação da pesquisa com o resultado obtido - por isso as aspas de pesquisa científica.
Depois não consegui identificar qual seria o objeto negociado por sexo. Já que cafuné, na minha terra, é parte da preliminar. É coisa boa que relaxa, dá prazer, e faz parte da troca de carinhos que se espera de uma relação sexual dita normal - aquela regida pela atração-física-mútua-de-um-pelo-outro-e-vice-versa. Tudo bem explicadinho assim que é prá não ter dúvida da qualidade da relação.
Os pacientes do Freud conseguiam expressar prá ele a diferenciação entre dois tipos de mulher: a casada e as outras. E até hoje, meus próprios pacientes me falam dessa mesma divisão quando relatam que namoravam muito suas mulheres nos muros da escola, nas escadas, nos cinemas, e, pasmem, nos motéis. Mas que depois de casados eles não se sentem à vontade prá fazer isso. Não com elas.
Talvez seja por isso que o CASAmento seja hoje essa instiuição declaradamente falida, já que na própria palavra, o amor - encontrado no nAMORo - ceda espaço aos cuidados da casa.
Eu prefiro acreditar que tem gente por aí que ainda queira trocar cafunés, retornando às nossas origens.


Afinal, o amor sempre vende? Ou o amor sempre vence?
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