sábado, 9 de fevereiro de 2008

VOCÊ FOI DE QUÊ?


Eu sei. Eu sei.
O carnaval já acabou e eu aqui falando dele. Só isso já é algo altamente anti ético de minha parte. Afinal, a festa da carne tem hora prá terminar não é à toa. Assim a gente fica bem seguro e pode enlouquecer à vontade. Sem medo de se perder para todo o sempre. Até o meio-dia da quarta-feira, a alegria é permitida. O riso é solto e frouxo. O desejo é até aceito em clubes mais conservadores.
Mas eu quero falar do antes. Do processo. Da escolha da fantasia.
Acho que a fantasia que escolhe a gente. E não o contrário.
Aliás, essa é toda a minha questão. Se a gente veste ou despe a fantasia prá pular o carnaval.
É que faz uns anos já eu fico observando as pessoas tão identificadas com suas roupas, com seus trajes que não são os do dia-a-dia, que chega a haver uma libertação total ao sair de pirata, puta, princesa ou bate-bola.
E fico aqui pensando se a hora de por a fantasia de verdade não é só na quarta-feira de cinzas. Quando se atarracha a máscara e segue a vida em frente. "Normalmente".
Segundo Rosa Montero, "a primeira mentira é o real". E essa frase me caiu nas mãos dia desses de presente de uma amiga confirmando a minha hipótese. Pelo menos não penso isso sozinha. O que já me dá uma grande credibilidade. Afinal, a loucura só existe quando não há consenso. Pelo menos é o que dizem.
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