quinta-feira, 19 de junho de 2008

REPETINDO...


Criança é fogo!
A gente acaba de contar uma historinha e ela vem com a frase que mata qualquer adulto de sono:
- Conta de novo?
É que assim ela vai elaborando a história.
Vai elaborando. Vai digerindo... Num gerundismo obrigatório e quase contínuo que a persegue até...
Aí vêm os adultos, esses seres de outro planeta, e dizem que estão cansados de tanto repetir a mesma história. Sem se darem conta de que eles mesmos, os ETs, repetem suas próprias histórias incessantemente.
Eu, adulta e ET que sou, caí nessa esparrela no último post, e me vi escrevendo sobre a mesma coisa que já havia escrito antes.
Só percebi isso depois. Depois de uma sensação de deja vu tomar conta de mim e incomodar.
Concluí que no primeiro texto sobre esse assunto, ficou faltando alguma coisa que precisava ser dita, revista, ou meramente mencionada. E talvez por isso eu tivesse necessidade de ficar num blá blá blá de refrão. Até achar a tal coisa. Até achar a diferença. Até FAZER a diferença.
E feito máquina do tempo, tentei voltar prá resolver o que não estava definido. Voltar ao que "não deu certo", ao imperfeito (= pouco feito), ao que não foi mastigado, deglutido, engolido, digerido enfim.
Por que falo do meu processo criativo?
É que a repetição, como a das histórinhas, não acaba com a infância. O tempo todo a gente risca o disco prá ficar na mesma estrofe. O raro é perceber em cada repetição um solo diferente.
Mas afinal, por que repetimos?
Marque sua hora que a gente pesquisa isso junto.
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