segunda-feira, 23 de julho de 2007

ONNNNNNNNNNNNNNNNNN

Vez em quando um e outro me chama de louca por aí, dizendo que estou profanando a psicanálise, ou que o Freud ficará muito revoltado onde quer que ele esteja, ou ainda que virtualmente não saberei quando o paciente vai mentir e coisa e tal.
Me defendo fácil. Afinal, o que, hoje em dia, a gente não pode fazer usando o computador?
O próprio Freud fez umas análises um tanto não convencionais, usando cartas como instrumento, e analisando criança através do que o pai dizia dela, então pergunto aqui, qual a diferença?
O que ele ficava sabendo dos pacientes era só a parte que lhe chegava. Não importava muito se era mentira, verdade, fantasia ou distorção.
Se era o enfoque "X" que lhe era narrado, como sendo a verdade adotada pelo paciente, este então devia ter uma importância considerável.
Quanto a ser chamada de louca, confesso que nem me importo. Acho que até gosto.
Ser sã o tempo todo cansa. além de ser demasiadamente chato.
Fico pensando no próprio Freud sendo vaiado em suas convenções, xingado de lunático, pois ousava dizer tudo o que disse,inventando teorias 'descabidas' e revolucionárias.
Claro que não faço odes à loucura aqui, mas chamo atenção pro ousado, pro diferente, pro fora dos padrões, e de como ele pode mudar o mundo, movimentar, causar reboliço e vontades.
E tem um monte de críticas sobre a análise on line, se ela é válida ou não. Se 'dá resultados' ou não.
Mas não serão essas críticas relativas a análise em si? Seja ela on ou off line?
Parece que há uma força tremenda contrária a esse movimento causado por mexer nas forças ocultas do inconsciente. Como se ele tomasse de conta e deixasse o ruim aparecer.
Só que tem um detalhe fundamental: o que é bom também vem à tona.
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