quarta-feira, 2 de maio de 2007

O QUE VOCÊ VAI SER QUANDO CRESCER?

Acordei hoje e já levei um susto prá levantar de vez.
Folheava o jornal, mais prá ver figura e começar a ajustar a visão do que prá saber o que tinha acontecido ontem, quando fui pega, assim, desavisada, desarmada, com a notícia de que Ivete Sangalo faz xixi de pé em trio elétrico.
Não. O que me chocou não foi o fato de alguém ter que fazer xixi em trio elétrico nessas condições, não. O que me chocou foi ela ser criticada por dizer isso. Onde já se viu, ídolo fazer xixi? Perguntava Artur Xexéo, indignadíssimo, no Globo.
Tem umas imagens meio inconcebíveis prá gente aceitar mesmo. Como ídolos, outro ser que tem uso restito no banheiro - só lava as mãos e se perfuma - e merece ser lembrado aqui no seu mês é mãe. Ou MÃE, se preferirem.
Esse negócio de fisiologia é pros mortais. Pros que sentem inveja, ciúme, mal humor, tpm, dor, tesão, amor 'doentio' ou não correspondido, e outras tantas mazelas que são só para meros seres humanos, feitos à imagem e semelhança de Deus- mas também nem tanto assim...
Xexéo afirma que o tempo dos ídolos está cada vez menor não é a toa; mesmo contrariando a estatística do crescente número de louras atualmente, as quais passavam as manhãs da infância inteirinhas acompanhadas da Xuxa na tv, e somavam ao slogan da Barbie sua verdade mais absoluta: "Tudo o que você quer ser quando crescer".
Admirar ídolos, querer ser como eles, imitá-los e se deixar influenciar não é pecado algum. Que fique bem claro. Mas é que às vezes a gente exige tanto deles...
Reconhecer que o pai não é o Super-homem, e que a mãe não é a Virgem Maria não é mesmo prá qualquer um, não. Aceitar que o objeto do nosso amor não é um ser perfeito, sempre à mão, imaculado, é tarefa para poucos no mundo.
Talvez isso explique a decepção de Xexéo, em ver que alguém tido como exemplo faz essas coisas extravagantes que só os humandos podem.
Fica uma dúvida aqui quanto às formas de amar. Afinal, ama-se o que o outro é? Ou ama-se o que eu espero que ele seja?
Claro que todo mundo quer ser amado. Mas vai dar um trabalho danado agradar tanto prá conseguir essa proeza, se nós não aceitarmos essas qualidades "muito gente", muito "pessoa humana" que todos carregamos.

Essa é meu ídolo.
Tomava pico na veia e apanhava do seu amado. Mas não tinha prá ninguém quando ela abria a boca e soltava a alma na voz.
Postar um comentário