segunda-feira, 27 de outubro de 2008

E AGORA JOSÉ?


Passei do lado de um camburão hoje e tremi.
Os fuzis apontando prá quem passasse por eles. O alvo é qualquer coisa que se mova.
Não que eu deva alguma coisa. Nada disso. Diziam os antigos que "quem não deve, não teme". Mas andando pelo Rio a coisa toda é muito outra.
A culpa masturbatória das crianças, de fazer coisa "feia" com medo de ser descoberto e punido pela justiça onipresente divina dos pais e inspetores nada tem com isso. O medo é de morte. O risco é de vida. E todo dia a gente lê que um ou outro acabou no lugar errado na hora errada e se deu muito mal por isso.
A polícia era feita, no imaginário de cada um, de gente que nos protegia. Enquanto os bandidos eram gente muito má, que matava rindo, e que convinha sempre manter uma certa distância.
Balela!
Não há como fugir de um questionamento dessas posições tão 'seguras' que a gente foi marcando ao longo da vida.
Nem pais protegem sempre, nem chefes "dão" emprego, nem polícia é gente boazinha que serve prá garantir a ordem do mundo.
Não dá mais prá culpar o morto e dizer que ele tinha envolvimento com tráfico, que tinha ficha suja ou que reagiu com violência e ameaçou os policiais - crianças de 2 ou 3 anos não fazem isso.
Políticos, polícia, milícia, pais, padrastos, chefes, padres, pastores, rabinos,... todos estes que, supostamente, deveriam tomar conta da gente, têm se mostrado absolutamente incapazes para essa função. Delegar ficou muito difícil e arriscado. E eu diria até ingênuo.
Pode dar uma solidão danada e um desamparo assustador quando pensamos que esses eleitos não servem para ser a nossa boca.
Mas já imaginou sair pelo mundo falando a plenos pulmões o que pensa da vida?
Coisa de maluco? Pode ser. Mas nem tudo na loucura é sofrimento.

O menino aí da foto (de Evandro Monteiro) enfrentou quem o ameaçava, quem supostamente o protegeria. E segundo a manchete do jornal, inverteu a posição.
Olha que é só uma criança - e das menos privilegiadas. Mas a atitude afirmativa dele diante do poder dispensa meu palavrório.

domingo, 28 de setembro de 2008

A NOVIDADE


Sei que sumi por uns tempos. Mas já voltei.
É que um leitor me fez uma crítica no último post, e me cutucou muito sutilmente - elegante que é - chamando a atenção para a falta de novidades que eu trazia.
Procuro, desde então, novidades para alegrar sua vida. Notícias novinhas em folha, daqui, de lá, de acolá, d´além mar, das produndezas d´alma, do baú de brinquedos, da última publicação, do telejornal,...
Qualquer coisa muito nova prá eu falar aqui.
Não as novidades tecnológicas, farmacêuticas, físico-elétricas, afinal, tenho um estranho defeito que é me interessar muito pelas gentes do mundo.
Por isso escrevo às vezes repetidamente sobre mar e incertezas. Por isso ainda falo de angústias e medos - quando qualquer pessoa que leia o 'da moda' sabe que é só seguir os passos prá acabar já com tudo isso. Pelo menos acabar por uns 4 ou 9 minutos.
Foi aí que fiz um exercício muito meu, procurando a coisa mais nova que eu podia falar, numa associação livre particular que divido aqui com você, não prá ser a palavra final em qualquer assunto - Zeus me livre disso - mas só prá dividir alguma coisa mesmo. Afinal, um mundo só meu não teria muita serventia.
...E achei a maçã.
A boa nova é a maçã!
Aquela frutinha que se coloca entre dois, que faz os homens e as Evas saírem da depressão resignada ao encontro do mundo afora, experimentando tudo, seja lá que gosto tenha.
É que prá falar de gente eu não preciso descobrir o mapeamento genético que determina como x ou y se comportam. Não preciso ler 'o segredo' e todos os 39 livros sobre como desvendar o segredo do segredo do segredo de... vender livros.
Prá falar de humanos de verdade preciso pensar em maçãs.
Sob pena de, aí sim, voltar a um "paraíso perdido" muito do sem graça.
Sem graça, sem cor, sem gosto, sem som, sem fúria, sem desejo.

domingo, 31 de agosto de 2008

CASTELINHOS


"O mar/ quando quebra na praia/ é bonito!"
Salve Dorival Caymmi!
Gosto do mar pelo poder que ele tem. Pela força da água que derruba a gente e ainda faz girar na água, como se houvesse um ralo ali debaixo. Força centrípeta. Acho que é isso...
De quatro, feito mesa de boteco vagabundo, as pernas bambas - da mesa. O apoio é duvidoso. Sempre.
O biquini cheio de areia, o cabelo em escultura, a boca em pânico sem saber se grita, ri ou chora.
É o caixote!
O tão famoso caixote que destrói reputações e castelinhos.
Tem hora que não dá prá fingir que nada aconteceu e que o controle está em nossas mãos. Duvido alguém aí abrir a porta do castelo de areia tão bem construído. Duvido alguém aí se instalar nele e dizer que resolveu morar ali.
Tá aí a graça do mar: Ele abala! Ele escancara as crises. Ele esfrega na cara que como está não pode ficar. Então é melhor se entregar às ondas até achar a hora certa de sair da água.
Por que é que a gente nega sempre quando vai tudo mal? Por que é que a gente teima em manter umas ilusões quando até o vento já anuncia a destruição da "terra firme"?
O salva-vidas fica ali espreitando, esperando um aceno que nunca vem. Melhor morrer afogado a matar de vez a ilusão?
Sei não.
Duvido que os gatos, de sete vidas, se arrisquem assim no mar.
E como no quadro de Magritte aí embaixo, às vezes é preciso ver que os castelinhos são de areia. Que isto não é um cachimbo. Que os sonhos são... sonhos. E que a segurança da ilusão, (in)felizmente, não é à prova d´água.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

JOVEM E BONITA PROCURA...

Mês passado saí de férias - é o nosso segredinho. Se os pacientes souberem, eles se sentem abandonados e se vingam todos - e comecei num vício terrível do qual julgava já ter me livrado há tempos. Voltei prás novelas (ai, falei). E vi uma cena terrível de uma personagem apanhando do marido. Coisa forte prá essas horas de fuga da realidade ou, como dizem, meditação, já que esvazia a mente. Só que uma frase me chamou muito a atenção, e fiquei encafifada com a tal que me abalou. Não é que uma mulher aconselha a outra com os seguintes argumentos: "Livre-se desse cara. Você é jovem, bonita, não precisa ficar presa a um casamento desse tipo." Vem cá, se a personagem fosse velha, feia, doente ou sei lá mais o que, ela então teria que se resignar com o destino que lhe foi 'dado'? Fiquei pensando ainda sobre as mulheres que apanham do marido, sobre as que sofrem com relacionamentos mal resolvidos, sobre as que aturam alguém pelo medo - pânico, prá ser exata - de ficarem sozinhas e desperdiçarem a única chance de serem felizes que elas acreditam ter. Sim, pois é isso o que passa na cabeça de quem não está lá muito bem com seu parzinho de jarro, de que ele é o último no mundo, de que é a sorte que bateu à sua porta e se fechar, nada sobrará. Queria que alguém me respondesse que mulher, nessas condições, acredita ser realmente jovem e bonita. Elas podem se olhar no espelho, podem ganhar a vida com a beleza, podem até ouvir os conselhos das amigas mais preocupadas, mas será que elas realmente se acham assim essa cereja do bolo todo? Acho que nem a Marilyn Monroe achava tudo isso dela mesma. Mas agora, que voltei das férias, podemos fazer um trabalho interessante com essas beldades sofredoras que se acham o ó do borogodó. É só fazer contato.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

COMO GANHAR UMA ELEIÇÃO:


Qualquer criança de 4 anos sabe como funciona uma eleição.
Ela tem que vender votos e levar muito dinheiro prá escola. Quem levar mais, vira sinhazinha e sinhôzinho.
Assim é até hoje, em qualquer lugar, em qualquer eleição. Não requer prática nem tampouco habilidade. Não precisa ter bons antecedentes, nível de instrução básico, projetos palpáveis... Nada disso.
Basta prometer levar bastante dinheiro pros 'donos das escolas', viabilizar lucros, e ter carisma.
Ah, o carisma.
O Freud já falava da identificação com o agressor, que é mais ou menos o que os sequestrados têm pelo sequestrador. É quase uma gratidão. Como se o cara fosse um sujeito muito gente boa, afinal, a vítima está viva graças à ele.
O que isso tem a ver com eleição?
É só ler os jornais e se deparar com a foto do bispo Crivela chamando bandido de iluminado, instaurando uma guerra civil no morro da providência - não sem antes levantar a bandeira da paz. Claro.
Pensando bem, acho que nunca vi uma guerra que não tivesse essa bandeira.
E não é mais ou menos assim que as coisas funcionam?
Quando alguém quer ganhar adeptos de sua causa, nomeia um inimigo qualquer, e contra ele, angaria simpatizantes para sua causa.
Qualquer cirança de 4 anos sabe disso. Queimar judas, caçar bruxas, matar bandidos, gaseificar judeus, ciganos, "comunistas".
Tudo é válido prá ganhar eleição.
Teve um cara que fez isso no século passado. Um baixinho, com bigode esquisito. Como era mesmo o nome dele?

segunda-feira, 30 de junho de 2008

ENTRE E.T.s E "US ÔMI"


Domingo frio e acabei vendo um filminho com as crianças.
Eu lá, vendo filme infantil, nem aí prá nada além da pipoca. Só que a diferença básica: era o filme do E.T: O extraterrestre. Filme vai, filme vem, caio eu no choro lá de longe, lá da infância, lá do cinema desde a primeira vez que pude ir sem adultos cuidando de mim. Só nós, os amigos, as crianças.
Me senti até intrusa daquele momento tão infantil.
É que esse fato corriqueiro, no filme do E.T., muda tudo. (Quem não viu, não merece. Corra. Ainda dá tempo).
Lembrei de como aquele filme me marcou, pois comecei a prestar atenção ao seguinte: Enquanto o mundo está povoado por crianças, cachorro e extraterrestre, tudo dá certo!
Mas chegam os homens...
Degringola tudo. É uma choradeira sem fim. É a ameaça que nunca acaba.
Senti mais ou menos a mesma coisa ao ver King Kong, quando primeiro tiram o pobre macaco da floresta. E depois, sem saber o que fazer com ele, matam o coitadão.
Impressionante né?
Acho que a sensação pós E.T./ King Kong veio à tona mesmo quando li os jornais a respeito da zona sul se mobilizando prá contratar milícias prá tomarem conta da segurança.
"Chama 'us ômi'" é a pedida. Mesmo quando a gente lê também que um menino (18 anos é menino, sim) é morto na porta de uma boate por um policial contratado prá fazer a segurança de outro menino.
Não é por nada não, mas esse negócio de chamar os "adultos" armados prá tomar conta das crianças indefesas - nós - não me desce pela goela. Nem com milícia nem com exército.
Prefiro as crianças...
Os cachorros...
Os macacos...
Os E.T.s...

quinta-feira, 19 de junho de 2008

REPETINDO...


Criança é fogo!
A gente acaba de contar uma historinha e ela vem com a frase que mata qualquer adulto de sono:
- Conta de novo?
É que assim ela vai elaborando a história.
Vai elaborando. Vai digerindo... Num gerundismo obrigatório e quase contínuo que a persegue até...
Aí vêm os adultos, esses seres de outro planeta, e dizem que estão cansados de tanto repetir a mesma história. Sem se darem conta de que eles mesmos, os ETs, repetem suas próprias histórias incessantemente.
Eu, adulta e ET que sou, caí nessa esparrela no último post, e me vi escrevendo sobre a mesma coisa que já havia escrito antes.
Só percebi isso depois. Depois de uma sensação de deja vu tomar conta de mim e incomodar.
Concluí que no primeiro texto sobre esse assunto, ficou faltando alguma coisa que precisava ser dita, revista, ou meramente mencionada. E talvez por isso eu tivesse necessidade de ficar num blá blá blá de refrão. Até achar a tal coisa. Até achar a diferença. Até FAZER a diferença.
E feito máquina do tempo, tentei voltar prá resolver o que não estava definido. Voltar ao que "não deu certo", ao imperfeito (= pouco feito), ao que não foi mastigado, deglutido, engolido, digerido enfim.
Por que falo do meu processo criativo?
É que a repetição, como a das histórinhas, não acaba com a infância. O tempo todo a gente risca o disco prá ficar na mesma estrofe. O raro é perceber em cada repetição um solo diferente.
Mas afinal, por que repetimos?
Marque sua hora que a gente pesquisa isso junto.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

PELA SAÚDE DA LOUCURA



O festeiro Dioniso, nos momentos que sucumbia às pragas de Hera - a madrasta -, enlouquecia por aí, perdido, errante, sofrido, e procurava sua "curandeira" avó Réia para que o salvasse da dor.
A sábia avozinha levava o jovem às profundezas da desrazão, para que enlouquecesse de verdade, e só então pudesse sair da crise.
É que desse jeito ele mergulharia fundo, grande, delirantemente, até que nem soubesse mais nada de si e perdesse aquela certeza burra que às vezes nos assola, privando-nos de experimentar qualquer sensação ou ação nova, para ficarmos seguros, presos, no que já delimitamos como o que seja nós mesmos.
"Eu sou assim. Só durmo de luz acesa. Me conheço. Nem adianta tentar mudar. É da minha natureza."
Isso tudo pode aparentemente ser reconfortante, já que brigar com o 'destino' daria um trabalhão danado. Daí o fato de a gente procurar um nível suportável de sofrimento e ficar preso ali, sem sair, como se fosse sina da vida.
O trabalho de análise está mais ou menos associado ao de Réia - que não sem querer significa fluxo - possibilitando ao analisando que ele consiga transitar um pouquinho dentro do que já conhece de si, e entre o que nem experimentou ainda, entre o que ele sequer se achava capaz de realizar.
Depois o paciente escolhe o que quer.
Mas pelo menos tenta, ousa, 'enlouquece' mundo afora, pois começa a provar umas frutas exóticas, umas fantasias novas, umas 'maluquices' e extravagâncias antes inaceitáveis. Afinal, provar dessas coisas pode ser uma ameaça de perder o controle de tudo.
... E vai que saímos gargalhando por aí, de braços dados, cantarolando, absolutamente desgovernados... Já pensou se nos descobrem? Já imaginou se percebem que não precisamos controlar as risadas prá viver?

*foto: Luciano Máximo (Summer in Salemo)

segunda-feira, 26 de maio de 2008

IN DARWIN WE TRUST


Respondendo ao último texto e me provocando, um amigo me escreveu o seguinte: "Zeus já era. O negócio agora é aceitar Darwin no coração."
Fiquei rindo sozinha. Mas, como costumo levar a brincadeira muito à sério, resolvi fazer um esforço, tomar um memoriol, e lembrar o que mesmo que Darwin dizia.
Acho, sinceramente, que uma das coisas mais difíceis de se fazer é aceitar Darwin no coração.
É que a tal da seleção natural implica em primeiríssima instância num exercício de desapego fora do normal. Aliás, fora do humano.
É tão difícil ver que o caminho traçado não era dos bons. Ou que até era, mas só naquele instante. Naquela ocasião. Naquela circunstância específica.
É tão difícil ver que amizades de infância duram somente a infância - claro que com raras exceções, dá prá crescer com um ou outro ente, se esse crescer também, é claro.
E amor prá vida toda então... Esses são os piores.
Tem hora que a seleção natural já não seleciona mais nada. Não há mais afinidade. Não há admiração. Não há nem relação. Mas a gente teima em manter como se fosse a única chance de ser feliz. Afinal, em time que tá ganhando... blá, blá, blá.
Só que às vezes o time ganha por incompetência do concorrente mesmo, ou por sorte, ou pela conjunção favorável dos astros, por ebó, por... Daí a achar que ele é o melhor dos dez mais, que só assim pode ser, que não há outro meio, acaba correndo o risco de ficar demasiadamente limitado. E o que seria escolha - seleção - acaba se apresentando como sina.
"Eu só sei fazer assim."
Tá formada a maldição da vida.
E o sujeito fica horas ali riscando o mesmo fósforo queimado. Afinal, ele já acendeu uma vez e foi tão lindo...

terça-feira, 6 de maio de 2008

TODO MUNDO É FILHO DE ZEUS.


Não, não.
Não estou bêbada trocando pernas e letras, afirmando que tá zuzo bem e tropeçando no próprio pé.
Mas é que lendo o jornal começo a ficar até mesmo religiosa. E como as religiões sempre pecam na prática, fico com os mitos, que já são impraticáveis por natureza.
Zeus, pai dos homens e dos deuses, símbolo da civilização helênica, conseguiu sobreviver a seu pai Cronos-devorador-de-criancinhas, graças a uma esperteza de sua velha mãe Réia, que escondeu o rebento e enganou o pai temeroso de que sua prole lhe roubasse o trono - por isso devorava todos os filhos.
Mas Zeus pode tudo. Zeus é forte. Só Zeus salva e o escambau à quatro. E ele não só sobreviveu como povoou o mundo de deuses e semi-deuses assumindo tudo o que é forma física - ou não - quando se interessava por uma gazela.
E cada filho seu era amado e respeitado como tal. Orgulho de painho, xodó de mainha (embora a madrasta já imperasse como a bruxa má do oeste, zeus sempre defendia suas crias do ciúme desta).
E era isso a que chamavam de civilização. A certeza de poder contar com uns cuidadosinhos desde pequenos, para depois virem a ser o que fossem.
Só que ultimamente parece que a dívida primordial - a do papai e da mamãe terem nos dado a vida - parece cada vez mais impagável. Pois além de dar a vida, a gente tem que agradecer todo dia nunca ter sido jogado pela janela, nunca ter sido incinerado, nunca ter apanhado até a morte prá parar de chorar - ô lógica bizarra - e nunca, nunquinha, ter sido preso em cativeiro por décadas.
Se bobear, a gente ainda tem que agradecer às neuroses e impotências, às culpas judaico-cristãs, às proteções de tudo o que se mexa e que respire e que se chame vida.

É muita falta de Zeus no coração, né não?!? Já que Zeus não protegia da vida. Mas da morte. Do fim. DA falta de escolha absoluta.

E por falar em pai - mãe só semana que vem - hoje é aniversário do Freud, outro que não largou seus filhos por aí escondidos na lixeira. Ao contrário, ele pegava os trapos humanos que lhe eram encaminhados e tratava de devolver-lhes a vida, com toda a idiossincrasia de cada um, já que cada inconsciente é único, mutante, inapreensível.

Que Zeus te acompanhe!
Quanto ao Freud, você tem que fazer contato comigo mesma. Eu dou o recado.