terça-feira, 9 de dezembro de 2008

YES, WE CAN

Agora não tem mais jeito!
Até o Obama já assumiu que estamos todos em crise. Não dá mais
prá esconder, varrer prá debaixo do tapete, assobiar musiquinha, chamar de marolinha, pôr chapéu com sobretudo e jornal na cara num sol desses (ou numa enchente dessas) ...
Todas as alternativas acima já foram testadas cientificamente -
prá quem gosta dessas coisas de sair provando pro mundo - e (re)provadas no teste de eficácia da estratégia.
Não dá
prá fingir que o copo está inteiro. Ou dele escorre a água, ou você racha a boca.
Por um lado dá até um certo alívio de saber que os
States estão assumindo a crise com força total. Assim a gente não precisa disfarçar tanto por aqui. Afinal, ouvi a vida inteira por aí que "O que é bom para a América, é bom para o Brasil." Deve servir prá alguma coisa essa frase.
Quanto à crise
econômica no Brasil, acho que nem é tão difícil resolver. É só ver a conta mais alta que a gente paga e desempregar todo mundo que faz parte dela. Ou seja: desemprego pros políticos já!
Já as outras... Ah, as outras... Essas primeiro têm que aparecer
prá gente depois destrinchar feito frango de padaria. E só assim desatar os nós.
Não conheço época do ano mais propícia à avalanche do que a que antecede o natal - uma amiga chama de
TPN (tensão pré-natal). É incrível como fica todo mundo muito chateado de não ter uma família como as das propagandas de margarina. E levam isso a ferro e fogo, esquecendo até mesmo o gosto terrível que só as margarinas têm. Ou seja: TUDO ali é de mentirinha.
Só que o mais difícil de tudo é afirmar como fez O eleito que tá tudo ruindo, sim. Que agora é a hora de tomar uma atitude. De rever o que incomoda. De levantar o colchão
prá tirar aquela ervilha que entorta a coluna e causa dor a cada passo.
Agora que ele já fez o serviço sujo, você , rei nu, faz o que com essa informação?

terça-feira, 25 de novembro de 2008

PSICOSE ou O OUTRO LADO


Ontem saiu no Globo a coluna do Jabor falando da psicose como marca de uma nova era. De como ultimamente - detesto esse termo, parece que no princípio tudo eram flores, embora eu já tenha lido por aí que era o caos.
Mas voltando aqui, parece que nos últimos tempos o perfil da gente mudou. Que não torcemos mais pelo mocinho da boca mole e sim pelo bandido-sedutor-psicopata e fatiador dos mais fracos. Segundo o Jabor, estamos virando todos psicopatas.
Eu, sinceramente, não consigo acreditar tanto nisso. E me explico
aqui rapidinho, antes que o Jabor me pique em pedacinhos me chamando de qualquer coisa.
(Pensando bem, até parece que ele se daria ao trabalho de fazer isso com mera mortal como eu. Mas essa pretensão minha vem a calhar, afinal, não é isso o que a vítima acaba buscando? Um lugar importante no filme, nem que seja o de estrogonofe?)
O psicopata da ficção acaba tendo um papel social muito mais importante que o do mocinho, e não só por suas falas serem muito mais elaboradas e interessantes.
É que assim a gente pode identificar um inimigo , uma ameaça, só que do outro lado - do lado de fora. Fora de nós. Preso na tv.
O Judas é linchado, a bruxa morta, e o psicopata sempre acaba seus dias preso - louco ou não.
Mas até lá, todas as energias estão voltadas para o momento de desmascarar o vilão.
Assim, o vilão que mora aqui dentro, que empaca e não gosta de brincadeiras, que acha tudo uma bobagem infantil e desvaloriza cada idéia ou prazer que temos tem um descanso e pode deixar a gente em paz uns minutinhos, nem que tenhamos que usar a ficção como forma de anestesiar um superego sempre alerta.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

FIGURINHA FÁCIL


Se tem uma palavra que de tão usada, mas tão usada, já tá até gasta e poída, e comida de traça e mofo é a palavra "liberdade"!
Impressionante como prá qualquer coisa vem sempre um gritar aos quatro ventos sua liberdade de fazer e acontecer e encher o saco de quem tá quieto.
Quem for contra é reacionário e pronto. Assim, sem pestanejar, sem pensar muito.
Fica até meio esquisito a facilidade que os ditos 'libertários' têm de encontrar um inimigo comum por este simplesmente usar da liberdade de escolha para não concordar com o que fala mais alto na tribo.
Outra palavrinha fácil, encontrada em qualquer balcão de lanchonete pela atendente sempre muito simpática, é "amor".
Nunca antes na história desse país foi tão simples encontrar o amor em qualquer esquina ou elevador. (amor tem que ter rima, coitado! Por mais pobre que ela seja)
A gente tropeça no amor, atropela o amor, dá carona, faz cerquinha prá ele fazer xixi na rua de madrugada, doa moedinhas prá caixinha do Natal,... Ninguém pode ser acusado de não ter dado tudo de si prá esse amor sobreviver.
...E complementando o rol de palavras usadas demais, lembrei aqui de um nome fundamental: "Freud".
Tive um professor genial que dizia que o Freud era como os tribalistas, naquele refrãozinho
puro amor daquele trio que ninguém aguenta mais.
A leitura que se faz do Freud é promiscuidade pura. É amor livre apreendido. E TODO MUNDO "cita" com propriedade alguma coisa interessante que leu do pobre coitado que faz mortal duplo carpado no túmulo.
"Eu sou de ninguém/
eu sou de todo mundo/
e todo mundo me quer bem..."
Acho que é por isso que quando digo que trabalho com psicanálise vem sempre mais umas 4 ou 9 perguntas me pedindo prá especificar mais um pouco.
Me perguntam se eu expulso paciente depois de 5 minutos de sessão, se faço hipnose, regressão a vidas passadas, se mando tirar a roupa, se mando deitar...
Parece até que sou - somos - muitas madres superioras
educando pacientes.
Confesso que dessa psicanálise normativa eu não entendo nada. E nem quero. Mas como o Freud é 'facinho' de ser amor de tanta gente, tem sempre um viés mais acolhedor prá gente experimentar.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

E AGORA JOSÉ?


Passei do lado de um camburão hoje e tremi.
Os fuzis apontando prá quem passasse por eles. O alvo é qualquer coisa que se mova.
Não que eu deva alguma coisa. Nada disso. Diziam os antigos que "quem não deve, não teme". Mas andando pelo Rio a coisa toda é muito outra.
A culpa masturbatória das crianças, de fazer coisa "feia" com medo de ser descoberto e punido pela justiça onipresente divina dos pais e inspetores nada tem com isso. O medo é de morte. O risco é de vida. E todo dia a gente lê que um ou outro acabou no lugar errado na hora errada e se deu muito mal por isso.
A polícia era feita, no imaginário de cada um, de gente que nos protegia. Enquanto os bandidos eram gente muito má, que matava rindo, e que convinha sempre manter uma certa distância.
Balela!
Não há como fugir de um questionamento dessas posições tão 'seguras' que a gente foi marcando ao longo da vida.
Nem pais protegem sempre, nem chefes "dão" emprego, nem polícia é gente boazinha que serve prá garantir a ordem do mundo.
Não dá mais prá culpar o morto e dizer que ele tinha envolvimento com tráfico, que tinha ficha suja ou que reagiu com violência e ameaçou os policiais - crianças de 2 ou 3 anos não fazem isso.
Políticos, polícia, milícia, pais, padrastos, chefes, padres, pastores, rabinos,... todos estes que, supostamente, deveriam tomar conta da gente, têm se mostrado absolutamente incapazes para essa função. Delegar ficou muito difícil e arriscado. E eu diria até ingênuo.
Pode dar uma solidão danada e um desamparo assustador quando pensamos que esses eleitos não servem para ser a nossa boca.
Mas já imaginou sair pelo mundo falando a plenos pulmões o que pensa da vida?
Coisa de maluco? Pode ser. Mas nem tudo na loucura é sofrimento.

O menino aí da foto (de Evandro Monteiro) enfrentou quem o ameaçava, quem supostamente o protegeria. E segundo a manchete do jornal, inverteu a posição.
Olha que é só uma criança - e das menos privilegiadas. Mas a atitude afirmativa dele diante do poder dispensa meu palavrório.

domingo, 28 de setembro de 2008

A NOVIDADE


Sei que sumi por uns tempos. Mas já voltei.
É que um leitor me fez uma crítica no último post, e me cutucou muito sutilmente - elegante que é - chamando a atenção para a falta de novidades que eu trazia.
Procuro, desde então, novidades para alegrar sua vida. Notícias novinhas em folha, daqui, de lá, de acolá, d´além mar, das produndezas d´alma, do baú de brinquedos, da última publicação, do telejornal,...
Qualquer coisa muito nova prá eu falar aqui.
Não as novidades tecnológicas, farmacêuticas, físico-elétricas, afinal, tenho um estranho defeito que é me interessar muito pelas gentes do mundo.
Por isso escrevo às vezes repetidamente sobre mar e incertezas. Por isso ainda falo de angústias e medos - quando qualquer pessoa que leia o 'da moda' sabe que é só seguir os passos prá acabar já com tudo isso. Pelo menos acabar por uns 4 ou 9 minutos.
Foi aí que fiz um exercício muito meu, procurando a coisa mais nova que eu podia falar, numa associação livre particular que divido aqui com você, não prá ser a palavra final em qualquer assunto - Zeus me livre disso - mas só prá dividir alguma coisa mesmo. Afinal, um mundo só meu não teria muita serventia.
...E achei a maçã.
A boa nova é a maçã!
Aquela frutinha que se coloca entre dois, que faz os homens e as Evas saírem da depressão resignada ao encontro do mundo afora, experimentando tudo, seja lá que gosto tenha.
É que prá falar de gente eu não preciso descobrir o mapeamento genético que determina como x ou y se comportam. Não preciso ler 'o segredo' e todos os 39 livros sobre como desvendar o segredo do segredo do segredo de... vender livros.
Prá falar de humanos de verdade preciso pensar em maçãs.
Sob pena de, aí sim, voltar a um "paraíso perdido" muito do sem graça.
Sem graça, sem cor, sem gosto, sem som, sem fúria, sem desejo.

domingo, 31 de agosto de 2008

CASTELINHOS


"O mar/ quando quebra na praia/ é bonito!"
Salve Dorival Caymmi!
Gosto do mar pelo poder que ele tem. Pela força da água que derruba a gente e ainda faz girar na água, como se houvesse um ralo ali debaixo. Força centrípeta. Acho que é isso...
De quatro, feito mesa de boteco vagabundo, as pernas bambas - da mesa. O apoio é duvidoso. Sempre.
O biquini cheio de areia, o cabelo em escultura, a boca em pânico sem saber se grita, ri ou chora.
É o caixote!
O tão famoso caixote que destrói reputações e castelinhos.
Tem hora que não dá prá fingir que nada aconteceu e que o controle está em nossas mãos. Duvido alguém aí abrir a porta do castelo de areia tão bem construído. Duvido alguém aí se instalar nele e dizer que resolveu morar ali.
Tá aí a graça do mar: Ele abala! Ele escancara as crises. Ele esfrega na cara que como está não pode ficar. Então é melhor se entregar às ondas até achar a hora certa de sair da água.
Por que é que a gente nega sempre quando vai tudo mal? Por que é que a gente teima em manter umas ilusões quando até o vento já anuncia a destruição da "terra firme"?
O salva-vidas fica ali espreitando, esperando um aceno que nunca vem. Melhor morrer afogado a matar de vez a ilusão?
Sei não.
Duvido que os gatos, de sete vidas, se arrisquem assim no mar.
E como no quadro de Magritte aí embaixo, às vezes é preciso ver que os castelinhos são de areia. Que isto não é um cachimbo. Que os sonhos são... sonhos. E que a segurança da ilusão, (in)felizmente, não é à prova d´água.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

JOVEM E BONITA PROCURA...

Mês passado saí de férias - é o nosso segredinho. Se os pacientes souberem, eles se sentem abandonados e se vingam todos - e comecei num vício terrível do qual julgava já ter me livrado há tempos. Voltei prás novelas (ai, falei). E vi uma cena terrível de uma personagem apanhando do marido. Coisa forte prá essas horas de fuga da realidade ou, como dizem, meditação, já que esvazia a mente. Só que uma frase me chamou muito a atenção, e fiquei encafifada com a tal que me abalou. Não é que uma mulher aconselha a outra com os seguintes argumentos: "Livre-se desse cara. Você é jovem, bonita, não precisa ficar presa a um casamento desse tipo." Vem cá, se a personagem fosse velha, feia, doente ou sei lá mais o que, ela então teria que se resignar com o destino que lhe foi 'dado'? Fiquei pensando ainda sobre as mulheres que apanham do marido, sobre as que sofrem com relacionamentos mal resolvidos, sobre as que aturam alguém pelo medo - pânico, prá ser exata - de ficarem sozinhas e desperdiçarem a única chance de serem felizes que elas acreditam ter. Sim, pois é isso o que passa na cabeça de quem não está lá muito bem com seu parzinho de jarro, de que ele é o último no mundo, de que é a sorte que bateu à sua porta e se fechar, nada sobrará. Queria que alguém me respondesse que mulher, nessas condições, acredita ser realmente jovem e bonita. Elas podem se olhar no espelho, podem ganhar a vida com a beleza, podem até ouvir os conselhos das amigas mais preocupadas, mas será que elas realmente se acham assim essa cereja do bolo todo? Acho que nem a Marilyn Monroe achava tudo isso dela mesma. Mas agora, que voltei das férias, podemos fazer um trabalho interessante com essas beldades sofredoras que se acham o ó do borogodó. É só fazer contato.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

COMO GANHAR UMA ELEIÇÃO:


Qualquer criança de 4 anos sabe como funciona uma eleição.
Ela tem que vender votos e levar muito dinheiro prá escola. Quem levar mais, vira sinhazinha e sinhôzinho.
Assim é até hoje, em qualquer lugar, em qualquer eleição. Não requer prática nem tampouco habilidade. Não precisa ter bons antecedentes, nível de instrução básico, projetos palpáveis... Nada disso.
Basta prometer levar bastante dinheiro pros 'donos das escolas', viabilizar lucros, e ter carisma.
Ah, o carisma.
O Freud já falava da identificação com o agressor, que é mais ou menos o que os sequestrados têm pelo sequestrador. É quase uma gratidão. Como se o cara fosse um sujeito muito gente boa, afinal, a vítima está viva graças à ele.
O que isso tem a ver com eleição?
É só ler os jornais e se deparar com a foto do bispo Crivela chamando bandido de iluminado, instaurando uma guerra civil no morro da providência - não sem antes levantar a bandeira da paz. Claro.
Pensando bem, acho que nunca vi uma guerra que não tivesse essa bandeira.
E não é mais ou menos assim que as coisas funcionam?
Quando alguém quer ganhar adeptos de sua causa, nomeia um inimigo qualquer, e contra ele, angaria simpatizantes para sua causa.
Qualquer cirança de 4 anos sabe disso. Queimar judas, caçar bruxas, matar bandidos, gaseificar judeus, ciganos, "comunistas".
Tudo é válido prá ganhar eleição.
Teve um cara que fez isso no século passado. Um baixinho, com bigode esquisito. Como era mesmo o nome dele?

segunda-feira, 30 de junho de 2008

ENTRE E.T.s E "US ÔMI"


Domingo frio e acabei vendo um filminho com as crianças.
Eu lá, vendo filme infantil, nem aí prá nada além da pipoca. Só que a diferença básica: era o filme do E.T: O extraterrestre. Filme vai, filme vem, caio eu no choro lá de longe, lá da infância, lá do cinema desde a primeira vez que pude ir sem adultos cuidando de mim. Só nós, os amigos, as crianças.
Me senti até intrusa daquele momento tão infantil.
É que esse fato corriqueiro, no filme do E.T., muda tudo. (Quem não viu, não merece. Corra. Ainda dá tempo).
Lembrei de como aquele filme me marcou, pois comecei a prestar atenção ao seguinte: Enquanto o mundo está povoado por crianças, cachorro e extraterrestre, tudo dá certo!
Mas chegam os homens...
Degringola tudo. É uma choradeira sem fim. É a ameaça que nunca acaba.
Senti mais ou menos a mesma coisa ao ver King Kong, quando primeiro tiram o pobre macaco da floresta. E depois, sem saber o que fazer com ele, matam o coitadão.
Impressionante né?
Acho que a sensação pós E.T./ King Kong veio à tona mesmo quando li os jornais a respeito da zona sul se mobilizando prá contratar milícias prá tomarem conta da segurança.
"Chama 'us ômi'" é a pedida. Mesmo quando a gente lê também que um menino (18 anos é menino, sim) é morto na porta de uma boate por um policial contratado prá fazer a segurança de outro menino.
Não é por nada não, mas esse negócio de chamar os "adultos" armados prá tomar conta das crianças indefesas - nós - não me desce pela goela. Nem com milícia nem com exército.
Prefiro as crianças...
Os cachorros...
Os macacos...
Os E.T.s...

quinta-feira, 19 de junho de 2008

REPETINDO...


Criança é fogo!
A gente acaba de contar uma historinha e ela vem com a frase que mata qualquer adulto de sono:
- Conta de novo?
É que assim ela vai elaborando a história.
Vai elaborando. Vai digerindo... Num gerundismo obrigatório e quase contínuo que a persegue até...
Aí vêm os adultos, esses seres de outro planeta, e dizem que estão cansados de tanto repetir a mesma história. Sem se darem conta de que eles mesmos, os ETs, repetem suas próprias histórias incessantemente.
Eu, adulta e ET que sou, caí nessa esparrela no último post, e me vi escrevendo sobre a mesma coisa que já havia escrito antes.
Só percebi isso depois. Depois de uma sensação de deja vu tomar conta de mim e incomodar.
Concluí que no primeiro texto sobre esse assunto, ficou faltando alguma coisa que precisava ser dita, revista, ou meramente mencionada. E talvez por isso eu tivesse necessidade de ficar num blá blá blá de refrão. Até achar a tal coisa. Até achar a diferença. Até FAZER a diferença.
E feito máquina do tempo, tentei voltar prá resolver o que não estava definido. Voltar ao que "não deu certo", ao imperfeito (= pouco feito), ao que não foi mastigado, deglutido, engolido, digerido enfim.
Por que falo do meu processo criativo?
É que a repetição, como a das histórinhas, não acaba com a infância. O tempo todo a gente risca o disco prá ficar na mesma estrofe. O raro é perceber em cada repetição um solo diferente.
Mas afinal, por que repetimos?
Marque sua hora que a gente pesquisa isso junto.